A tecnologia faz parte da vida. Está no bolso, no trabalho, nas conversas, nas rotinas mais simples. Mas o que deveria facilitar, muitas vezes esgota. A mente fica acelerada. A atenção dispersa. O corpo tenso. E, no final do dia, mesmo sem grande esforço físico, a sensação é de exaustão.
A questão não é afastar-se da tecnologia é mudar a forma como se está com ela.
Não se trata de desligar tudo, mas de se ligar com mais consciência.
O que importa não é só o tempo que passa ao telemóvel e sim a energia com que o faz.
Uma forma de usar a tecnologia com mais equilíbrio é criar pontos de presença. Por exemplo, antes de abrir uma rede social, fechar os olhos por 3 segundos e perguntar: “o que venho procurar aqui?”. Parece pequeno, mas esse gesto pode mudar a forma como consome, reage e absorve o conteúdo.
Outra forma: usar o som e a imagem com intenção. Escolher conscientemente o que ouve e o que vê. Colocar uma música que aterra e tranquiliza. Trocar o fundo do ecrã por uma imagem que acalma. Reduzir as notificações sonoras e deixar espaço para o silêncio digital.
Uma terceira dica e menos falada, mas poderosa: desligar os dispositivos das mãos. Literalmente. Usar um suporte para o telemóvel em chamadas longas. Escrever num teclado externo. Ler com o aparelho apoiado. O contacto físico prolongado com aparelhos também interfere no campo energético, e libertar o corpo desse contacto directo ajuda a recentrar a energia.
A tecnologia não é inimiga. Mas pode tornar-se invasiva se não se definir limites. E esses limites não são regras rígidas, são actos de auto-preservação.
