A intuição não grita. Sussurra.
E para a ouvir, não basta querer respostas. É preciso criar silêncio interior suficiente para as deixar emergir.
Mas, muitas vezes, em vez de escutar, a mente entra em busca. Pressiona. Quer sinais rápidos, respostas seguras, garantias. E nesse ruído, a intuição perde espaço.
A conexão com a intuição não se constrói por esforço, constrói-se por presença. E uma das formas mais simples de a cultivar é aprender a fazer as perguntas certas, no momento certo, com a intenção certa.
Uma pergunta bem colocada tem o poder de abrir portais internos.
Não para receber frases prontas mas para revelar o que já está lá, à espera de ser escutado.
Experimente reservar um momento do dia, em silêncio, olhos fechados ou com uma vela acesa à sua frente. Respire fundo e, uma de cada vez, coloque estas três perguntas a si mesmo:
- O que é que estou a tentar controlar que já está a acontecer por si?
- Onde está o sim dentro de mim… mesmo que a mente diga não?
- Que parte de mim já sabe e está só à espera que eu confie?
Não é preciso responder com palavras. Deixe que o corpo fale, que a imagem surja, que a sensação se instale. A intuição raramente vem como frase. Vem como certeza serena. E quando chega, traz uma leveza que não exige explicação.
A aproximação à intuição começa quando se desiste de a dominar e se aprende a escutar com o corpo inteiro.
