Nem todas as leituras são claras no momento em que acontecem. Por vezes, as cartas mostram imagens que não encaixam com o que se está a viver. A mensagem parece contraditória. Ou até deixa mais dúvidas do que certezas. E isso pode causar frustração, desconfiança, ou vontade de consultar outra vez — na tentativa de “corrigir” o que não se entendeu.
Mas e se a confusão for parte do processo?
Nem tudo o que o oráculo revela está pronto para ser compreendido no instante em que aparece.
Há mensagens que precisam de tempo para assentar. Outras só fazem sentido dias ou semanas depois, quando algo acontece dentro ou fora, que encaixa com aquilo que foi dito.
O erro mais comum é tentar forçar o entendimento. Tentar “decifrar” como se fosse um enigma. Quando, na verdade, o mais sábio pode ser parar. Deixar repousar. Voltar a ler as anotações da consulta noutra altura, com outra energia, sem pressa.
Outro ponto importante: às vezes, a confusão vem porque a leitura toca em zonas que a mente ainda não quer ver. Não por falta de clareza do oráculo, mas porque a verdade chega antes da disponibilidade para acolhê-la.
Se a leitura pareceu confusa, experimente esta prática:
- releia apenas uma frase ou anotação da consulta. Escolha aquele que mais lhe causou estranheza. Em vez de tentar entender tudo, pergunte-se apenas: que parte de mim reage quando leio isto?
A resposta não vem sempre em palavras. Mas vem!
E quando chega, traz com ela uma compreensão que vai além da lógica e toca onde realmente importa.
