Nem sempre a leitura traz alívio.
Há momentos em que a mensagem que sai… dói.
Não confirma o que queria. Não valida o que esperava. Não dá a resposta fácil.
E nessa hora, a dúvida aparece:
Será que a leitura estava certa?
Será que me enganei ao interpretar?
Ou será que a verdade já estava dentro… e só me faltava coragem para encarar?
Os oráculos não dizem o que quer ouvir.
Dizem o que a sua energia já está a mostrar, mesmo que a mente ainda resista.
E por isso, as mensagens mais desconfortáveis costumam ser as mais verdadeiras.
Quando uma carta, uma runa, uma palavra no baralho aponta algo que incomoda, há uma porta a abrir-se.
Uma parte de si que está a pedir atenção.
E o desconforto é só o corpo a reagir ao impacto da clareza.
Nessas horas, o mais sábio não é correr para outra leitura.
É respirar.
Sentar com o que foi revelado.
E perguntar: “O que isto toca em mim?”
“Em que parte da minha verdade isto ecoa, mesmo que eu ainda não queira aceitar?”
O oráculo não chega para consolar.
Chega para acompanhar.
Para guiar.
Para iluminar até o que preferia manter na sombra.
E mesmo quando não é o que esperava ouvir…
Pode ser exatamente o que precisava para voltar a si.
