Algumas plantas protegem mais do que se pensa.
Estão ali a filtrar, a absorver, a silenciar o que não se vê.
E quando o fazem por muito tempo, começam a mostrar sinais: folhas que secam, ramos que dobram, brilho que desaparece.
Mas o que muita gente esquece é que essas plantas também precisam de ser protegidas depois de protegerem.
A arruda, a espada-de-são-jorge e a comigo-ninguém-pode são exemplos clássicos. Quando estão em ambientes densos ou passam por períodos de tensão junto de quem as cuida, atuam como barreiras naturais. E isso desgasta.
Por isso, mais do que regar ou mudar a terra, é preciso cuidar da energia delas também.
Uma das formas mais simples é a exposição ao sol suave da manhã. A luz limpa, recarrega e devolve força vital.
Outra prática útil é passar as mãos pelas folhas com intenção de limpar, enquanto visualiza a planta a libertar tudo o que não é dela.
Se puder, coloque um copo com água e sal grosso por perto durante algumas horas — longe da raiz — para ajudar a puxar o que ficou acumulado no ambiente e não deve voltar para a planta.
Também pode falar com ela. Agradecer. Dizer que viu o que ela fez por si. A presença e a intenção criam uma verdadeira ligação e as plantas sentem isso mais do que imagina.
Lembre-se: quando uma planta protege, ela não está só a crescer. Está a servir como extensão energética do espaço. E por isso, merece mais do que manutenção física.
Merece cuidado como quem cuida de quem o cuidou primeiro.
