Às vezes, uma planta seca sem razão aparente.
A rega estava em dia, o vaso tinha boa drenagem, a luz era adequada. E mesmo assim… murchou, perdeu a cor, caiu. E então surge uma inevitável pergunta: o que correu mal?
Mas e se a planta não tivesse simplesmente morrido… e sim cumprido um papel energético silencioso?
Algumas plantas têm sensibilidade elevada ao ambiente.
Não somente ao calor ou à humidade mas à tensão emocional, ao ruído mental, à vibração invisível de quem habita ou passa por aquele espaço. E, por vezes, funcionam como filtros: absorvem, seguram, protegem. Até onde conseguem.
Se uma planta secou sem explicação lógica, pode ser que tenha absorvido mais do que era capaz de transmutar. Isso não é negativo, pelo contrário. Pode significar que ela limpou uma densidade que já estava acumulada, ou que impediu que algo mais subtil afetasse diretamente o seu campo pessoal.
Nestes casos, o ideal não é substituir logo a planta por outra igual, como quem troca um objeto decorativo.
O melhor é agradecer em silêncio. Observar como se sente naquele espaço. Perceber se há algo emocional, mental ou energético que precisa de ser olhado com mais presença.
E só depois, quando o ambiente estiver mais leve, convidar uma nova planta a habitar aquele lugar.
As plantas não falam, mas respondem.
E, por vezes, o gesto de secar é uma forma de dizer que já deram tudo o que podiam.
