A rotina tem poder. Ela pode ser uma silenciosa aliada ou inimiga invisível. Depende menos do número de tarefas e mais de como essas tarefas são vividas.
Há rotinas que organizam, sustentam e criam estabilidade. Mas também há rotinas que aprisionam, sufocam e consomem em silêncio.
Quando o corpo começa a acusar desgaste mesmo nos dias “normais”, quando a mente pede pausa antes mesmo do meio-dia, quando o prazer de viver se dissolve nas obrigações, é sinal de que algo na estrutura do dia já não está alinhado. Preste atenção!
Faz sentido a forma como começa os seus dias?
Tem espaço para respirar entre uma exigência e outra?
Os seus hábitos estão a servir a sua energia ou só a esgotá-la?
Nem sempre é possível mudar tudo de imediato. Mas é possível começar por observar. Pequenos gestos de consciência têm impacto acumulado. Talvez não possa deixar de trabalhar, mas pode mudar a forma como entra no dia. Talvez não possa fugir de todas as exigências, mas pode questionar quantas delas são realmente suas.
Rotina saudável não é rotina leve. É rotina que respeita o seu ritmo.
Criar pausas, alimentar-se com presença, movimentar o corpo mesmo que por pouco tempo, escolher com intenção a primeira e a última coisa que faz no dia. Essas escolhas mínimas transformam o cansaço constante em energia consciente.
Uma rotina com sentido não exige perfeição. Exige verdade. E essa verdade começa quando se escuta com honestidade: isto está a cuidar de mim… ou a drenar-me?
