Fazer parte, ser aceito, não criar desconforto todos esses desejos são naturais. O problema começa quando agradar aos outros se torna prioridade acima de tudo. Quando o medo de desiludir leva a escolhas que vão contra o que realmente se quer. Quando os “sim” são dados por hábito e os “não” ficam presos na garganta.
Viver para agradar não significa apenas ceder em situações grandes. Às vezes, são pequenos gestos: sorrir quando se está exausto, dizer que está tudo bem quando não está, ir a um lugar por obrigação e não por vontade. A soma destes actos diários vai esvaziando o que há de mais genuíno.
A necessidade de agradar pode parecer leve… até que pesa na alma.
Respeitar-se começa por reconhecer o que se sente, mesmo que não seja conveniente. É escutar as próprias necessidades sem pedir desculpa por isso. É dar espaço ao que se quer, mesmo que isso signifique desagradar a alguém. E não, isso não é egoísmo. É equilíbrio.
É possível ser gentil sem se anular. Ter empatia sem se perder. A diferença está em fazer escolhas com consciência, e não por medo. Está tudo bem em dizer não. Está tudo bem em escolher não agradar. Porque o que agrada a todos, muitas vezes, já não representa quem se é.
Respeitar os próprios limites, desejos e ritmos é um acto de verdade. E quando essa verdade começa a guiar o caminho, as relações também se transformam. As que vibram com leveza permanecem. As que exigem versão disfarçada, afastam-se por si.
