Durante uma determinada fase, aquele cristal parecia indispensável. Andava consigo todos os dias, sentia conforto ao segurá-lo e tinha a sensação de que existia uma ligação muito forte. Depois, sem perceber bem quando aconteceu, começou a afastar-se dele.
Continua guardado no mesmo lugar, mas já não sente vontade de o usar. Olha para ele e a ligação que antes era imediata parece ter desaparecido.
Muita gente pensa que isso significa que o cristal “perdeu força”, mas normalmente não é isso. Na maioria das vezes, quem mudou foi você.
À medida que passa por novas experiências, resolve questões internas ou entra noutras fases emocionais, também a sua energia muda. E os cristais com os quais se identifica tendem a acompanhar essa mudança.
Nem todos os cristais entram na sua vida para ficar para sempre.
Alguns aparecem em momentos de maior vulnerabilidade emocional. Outros fazem sentido em fases de proteção, introspeção ou transformação. Quando essa etapa termina, a necessidade daquela energia deixa de ser tão forte.
O problema é que muitas pessoas insistem em manter a mesma ligação apenas por hábito. Continuam a usar determinados cristais porque “sempre usaram”, mesmo quando já não sentem qualquer identificação verdadeira.
Mas a relação com os cristais não funciona por obrigação. Funciona por sintonia.
É precisamente por isso que, em certos momentos, começa a sentir atração por pedras completamente diferentes daquelas que costumava escolher. E isso costuma refletir mais o seu estado interno do que imagina.
Os cristais que o acompanham dizem muito sobre aquilo de que precisa emocionalmente em cada fase.
Por vezes, afastar-se de um cristal não significa rejeição. Significa apenas que aquela energia já cumpriu o papel dela na sua vida.
E quando existe alinhamento verdadeiro, não precisa de forçar ligação nenhuma. Ela acontece naturalmente.
