Quem já fez uma leitura com Tarot, Baralho Cigano ou qualquer outro oráculo sabe: há cartas que, à primeira vista, causam desconforto. A Torre, a Morte, o Diabo, os ratos, a foice, entre outras. É quase automático sentir um aperto quando essas imagens surgem. Mas o que essas cartas trazem nem sempre é o que se teme.
A linguagem simbólica dos oráculos é profunda. E o que parece ser um presságio pode, na verdade, ser uma chamada à transformação. Estas cartas não estão a “prever desgraças”. Estão a mostrar que algo precisa de ser revisto, encerrado ou limpo. E fazem isso com firmeza não com crueldade.
As cartas que mais assustam são, muitas vezes, as que mais libertam.
Elas não surgem para punir, mas para preparar. Avisam quando algo está a ser ignorado. Revelam o que está escondido. Convidam a sair do adormecimento. E esse convite pode incomodar, sim, mas também pode abrir espaço para decisões mais conscientes.
Assustar-se com uma carta é natural. Mas parar a leitura aí é perder a oportunidade de ir mais fundo. Uma carta só ganha sentido dentro de um contexto. Tudo depende das cartas ao redor, da pergunta feita, do momento vivido.
Confiar na leitura é confiar no que está pronto para ser revelado. E quando uma carta “forte” aparece, vale a pena respirar fundo, ouvir sem resistência e perguntar: O que esta energia está a tentar mostrar-me agora?
