Fazer uma simpatia é um gesto simbólico. É colocar intenção em algo concreto. É dar forma ao desejo.
Mas quando esse gesto se repete, dia após dia, com ansiedade, com pressa ou por impulso, a energia começa a sobrepor-se — e o que era para fluir… bloqueia.
Nem sempre o que falta é mais uma simpatia. Às vezes, o que falta é espaço para que a anterior possa atuar.
Cada simpatia tem um tempo. Um ritmo. Uma vibração própria. Quando se acumulam muitas, com objetivos diferentes ou realizados sem presença, o campo entra em confusão.
É como pedir várias coisas ao mesmo tempo — sem dar clareza ao universo do que realmente importa agora.
Outro ponto é a expectativa. Quanto mais simpatias se fazem seguidas, maior é o sinal de desespero que se está a emitir. E isso, energeticamente, pode gerar mais resistência do que abertura.
Se sente que já tentou de tudo e nada avança, talvez o caminho agora não seja fazer mais — mas observar o que está por trás dessa insistência.
Está a agir com fé ou com medo de que nada funcione? Está a repetir gestos ou realmente a escutar o que cada prática pede?
Fazer menos, com mais consciência, pode ser muito mais potente do que encher a semana de rituais que não se sustentam.
A força da simpatia está na intenção, sim — mas também no silêncio que se faz depois dela.
