Se está a sentir ansiedade, inquietação ou aquele peso que não se explica bem… talvez já tenha pensado: “Preciso de respostas. Talvez o tarot me ajude.”
É normal. A vontade de consultar cartas costuma surgir quando as dúvidas apertam. Quando se quer saber o que vai acontecer, o que a outra pessoa sente, o que fazer, para onde ir. Há uma expectativa de que a leitura traga paz imediata. Mas e se não for bem assim?
Quando se consulta um oráculo num estado muito ansioso, pode acabar por ouvir o que teme — não o que a leitura realmente mostra.
A energia da ansiedade entra na consulta. Não como erro, mas como filtro. É como tentar ouvir uma música com o volume do ruído no máximo. Pode confundir, distorcer ou até fazer perder mensagens importantes.
Já aconteceu pedir que baralhe novamente porque não gostou da primeira resposta?
Ou repetir a mesma pergunta várias vezes na mesma consulta, à espera de um “sim” que alivie a dúvida?
Se sim, não está sozinho. Mas talvez o que precisava naquele momento não era uma nova leitura, era um momento de silêncio. Um copo de água. Um gesto simples para voltar à presença…a si.
Isto não significa que não se deva consultar quando se está ansioso. Significa que é essencial saber como se está antes de consultar as cartas. Respirar fundo, alinhar a intenção, esperar umas horas, ou mesmo adiar um dia, pode fazer toda a diferença.
O oráculo pode ajudar e MUITO, mas só se estiver disponível para ouvir com verdade. Mesmo que a resposta não seja a que gostaria. Mesmo que não resolva tudo na hora.
Porque o tarot não serve para controlar o futuro. Serve para lembrar que a resposta começa dentro de si e não fora.
