Há dias em que o ar parece mais denso. A casa está igual, as pessoas também… mas algo não flui. O corpo sente, o humor muda, a vontade desaparece. E por mais que se tente seguir o ritmo habitual, a sensação de “peso no ambiente” não se dissipa. Nesses momentos, as ervas podem ser verdadeiros aliados energéticos.
O contacto com as plantas ativa uma memória interna: algo ancestral, instintivo. O aroma certo transforma o espaço. A água com folhas traz alívio. O vapor de uma infusão abre espaço dentro e fora. E tudo isso sem esforço, sem ritual rígido, sem obrigação.
Basta colocar um punhado de alecrim num tacho com água a ferver… e sentir o ambiente mudar.
O aroma sobe, a respiração muda, o silêncio assenta. É subtil, mas real.
Outras ervas como a arruda, o louro, o eucalipto ou a sálvia também ajudam. Cada uma tem a sua vibração. Algumas limpam, outras acalmam, outras protegem. O segredo não está na quantidade — está na intenção. Um ramo à porta, um pouco de folhas no banho, um pano húmido com chá a passar pelos cantos da casa. Simples e eficaz.
Sentir o ambiente não é fraqueza, é sensibilidade. E cuidar dele com elementos da natureza é lembrar-se de que o lar também respira. Também sente. E também precisa de renovar a sua energia.
