É admirado por conseguir manter tudo a funcionar.
Trabalho feito, tarefas em dia, atenção aos outros, sorriso no rosto. Mas, por dentro, há algo que começa a pesar. Um cansaço que ninguém vê. Uma vontade de parar sem saber como.
O esgotamento emocional nem sempre aparece com lágrimas. Às vezes, disfarça-se de eficiência.
A pessoa faz tudo. Organiza tudo. Aguenta tudo. E por isso mesmo… ninguém percebe que está no limite.
A verdade é que dar conta de tudo custa. Mesmo que já tenha criado uma rotina que “funciona”, há um desgaste invisível acumulado especialmente quando não há tempo real para si, quando a exigência é constante ou quando se anulam pausas em nome de responsabilidades.
Este tipo de exaustão é traiçoeiro. Não explode. Vai secando aos poucos.
Um sinal subtil? Quando o corpo começa a pedir mais tempo sozinho. Quando as pequenas coisas irritam. Quando não se reconhece na forma como reage, mas continua a fazer o que “tem de ser feito”.
Nesses momentos, o mais importante não é fugir, nem desistir de tudo é criar espaços internos onde a exigência não entra. Isso pode ser tão simples como fazer as coisas mais devagar durante 15 minutos por dia. Respirar entre tarefas. Ou simplesmente não responder logo.
Outra prática pouco falada é criar um “ritual de travagem”. Escolher uma hora do dia para não fazer mais nada, mesmo que ainda haja coisas por terminar. Isso ensina o corpo que não precisa de se manter em modo ação permanente para merecer descanso.
Estar sempre disponível, forte e eficiente… não é sinal de equilíbrio.
É sinal de que chegou a hora de escutar o que já não aguenta mais ser adiado.
