Nem sempre o cansaço vem de grandes eventos. Muitas vezes, a sensação de esgotamento vem de pequenos hábitos — repetidos dia após dia — que, mesmo parecendo inofensivos, drenam a energia sem se dar conta.
Acordar e pegar imediatamente no telemóvel. Comer de pé. Dizer “sim” automaticamente sem escutar o que realmente quer. Manter notificações ligadas o tempo todo. Ignorar aquele desconforto no corpo porque “não é nada”. Tudo isso parece detalhe… até se acumular.
Há hábitos que não gritam, mas que esvaziam aos poucos.
Um deles passa despercebido a muitos: tomar decisões constantes sem consciência. Desde escolher o que vestir até responder a mensagens em piloto automático, o cérebro vai-se esgotando com decisões pequenas que, somadas, deixam o sistema em stress leve mas contínuo.
A energia vital não se perde só em esforço físico. Perde-se em dispersão, em ruído constante, em falta de pausa entre um estímulo e outro. Quando não há espaço para respirar entre uma tarefa e a próxima, o corpo entra em modo de sobrevivência e a qualidade da energia começa a cair.
Uma sugestão simples e eficaz: escolher um ponto de paragem por dia. Um momento em que decide conscientemente não fazer nada. Nem pensar, nem produzir, nem resolver. Apenas estar. Mesmo que por 3 minutos. Esse espaço restaura mais do que parece.
Cuidar da energia é reconhecer que não é preciso estar no limite para fazer ajustes. Basta escutar o que já está a pedir pausa de forma discreta, mas insistente.
