Estar só, para muitos, é uma pausa bem-vinda. O corpo relaxa, a respiração torna-se mais profunda e até o pensamento parece fluir melhor. A leveza que se sente nestes momentos pode não ser apenas um alívio temporário, mas um sinal claro de algo mais profundo.
Há quem se sinta sobrecarregado em ambientes cheios ou depois de encontros sociais. Mesmo que não tenham sido negativos, deixam uma sensação de peso ou cansaço. E o alívio só chega no silêncio e no espaço da própria companhia.
Será que o que pesa não é a solidão… mas tudo aquilo que se sente quando se está acompanhado?
Essa leveza na solidão pode ter várias causas. Pode ser sinal de sensibilidade energética captar demasiado do ambiente ou das emoções dos outros. Pode ser também uma resposta natural do corpo a estímulos em excesso. Ou ainda, pode significar que há desconforto em mostrar a versão verdadeira de si quando está com os outros.
Quando se está sozinho, não há necessidade de proteger, representar ou agradar. Há mais espaço para escutar o que se sente, sem filtros. E isso, por si só, traz alívio. Estar só não significa estar vazio. Significa, muitas vezes, estar em paz.
Como aproveitar a leveza da solidão sem culpa:
• Reconhecer que esse espaço é necessário e sagrado
• Parar de justificar o tempo que passa consigo próprio
• Observar o que acontece no corpo quando está só (sem distrações)
• Perceber o que muda na sua energia antes, durante e depois de estar com outras pessoas
Estar com os outros é importante, claro. Mas saber estar sozinho é essencial. É no silêncio interior que surgem as percepções mais verdadeiras e às vezes, as mais urgentes.
