Há dias em que acorda sem energia, mas dormiu bem.
Diz que está cansado, mas não fez esforço físico. Sente-se esgotado… mas não consegue explicar exatamente porquê.
Pode ser que o corpo não esteja a pedir descanso. Pode ser que esteja apenas a carregar camadas de pensamentos, exigências, expectativas e decisões por tomar. E isso pesa — mais do que se pensa.
O bem-estar não se constrói só com descanso físico. Constrói-se com pausas emocionais. Com pequenos silêncios mentais. Com momentos em que se autoriza a não decidir nada, a não resolver nada, a não absorver mais nada.
Quando sente que está sempre cheio, mesmo sem ter feito muito, é sinal de que está a guardar mais do que o necessário. Está a antecipar, a comparar, a segurar o que não é seu. E isso consome a sua energia vital, mesmo que o corpo esteja parado.
Comece por simplificar.
Não o que faz. Mas o que exige de si. Faça menos auto-cobrança. Mais pausa entre os estímulos.
E permita-se simplesmente existir — sem justificar, sem produzir, sem responder a tudo.
O bem-estar verdadeiro começa quando reconhece que o maior cansaço nem sempre vem do mundo.
Vem do excesso de si mesmo que ainda não aprendeu a soltar.
