Repetir padrões emocionais não é sinal de fraqueza. É um reflexo do que ainda não foi reconhecido, curado ou transformado.
Se encontra-se várias vezes no mesmo tipo de relação, conflito ou situação, mesmo com pessoas diferentes, há algo aí que está a pedir atenção.
O primeiro passo é parar de se culpar. A repetição não é falha, é chamada à consciência.
Eis os sinais mais comuns de que está preso a um padrão emocional:
- Atrair sempre o mesmo tipo de pessoa e acabar no mesmo tipo de dor
- Agir de forma automática quando se sente rejeitado, ignorado ou criticado
- Sentir que as situações mudam de cenário, mas o resultado final é sempre igual
- Perceber que já prometeu a si mesmo “nunca mais”… e volta ao mesmo ponto
Estes ciclos internos repetem-se porque o sistema emocional procura algo conhecido, mesmo que isso não seja saudável. A mente associa o familiar a segurança. Por isso, muitas vezes volta ao que lhe é “conhecido”, mesmo que doa.
Padrões emocionais são ecos do que não foi resolvido.
A boa notícia? Podem ser ressignificados.
Como começar a quebrar um padrão:
- Identifique o gatilho: o que acontece sempre antes do padrão se repetir?
- Assuma o papel que tem tido: vítima, salvador, controlador, invisível?
- Faz uma escolha diferente: pequena, mas consciente
- Pede ajuda se necessário: às vezes, ver de fora ajuda a desbloquear
É importante perceber que mudar um padrão não é sobre mudar tudo de uma vez, mas sim sobre mudar o ponto de resposta. Aquilo que deixa de alimentar deixa de se repetir. Combinado?
